Do Coliseu aos Arranha-Céus

Antes de se tornarem parte invisível da vida urbana, os elevadores foram soluções engenhosas para um problema antigo: vencer a altura. Muito antes dos prédios altos, civilizações já experimentavam formas de [...]

Antes de se tornarem parte invisível da vida urbana, os elevadores foram soluções engenhosas para um problema antigo: vencer a altura. Muito antes dos prédios altos, civilizações já experimentavam formas de subir cargas e pessoas usando força mecânica básica. Há registros de plataformas suspensas por cordas e roldanas na Antiguidade, atribuídas a Arquimedes por volta de 236 a.C., usadas principalmente para transporte de materiais, mas também de pessoas em situações específicas.

No século I d.C., o Coliseu de Roma levou essa ideia a outro nível. Sob a arena, um complexo sistema de elevadores movidos por força humana e animal permitia que gladiadores e animais surgissem repentinamente no espetáculo, criando efeitos cênicos impressionantes para a época. Eram mecanismos rudimentares, mas altamente sofisticados para os padrões do mundo antigo.

O salto decisivo, porém, só viria quase dois milênios depois. Em meados do século XIX, quando as cidades começavam a crescer verticalmente, o maior medo não era subir, era cair. Esse obstáculo foi superado pelo inventor norte-americano Elisha Graves Otis, que em 1852 desenvolveu um dispositivo de segurança capaz de travar a cabine caso o cabo se rompesse. A inovação mudou tudo: pela primeira vez, o elevador se tornava confiável para o transporte de pessoas.

A consagração veio em 23 de março de 1857, quando Otis instalou em Nova York, na loja E.V. Haughwout & Co., o primeiro elevador de passageiros com sistema de segurança. O feito marcou o início da era dos elevadores modernos e abriu caminho para os arranha-céus, redefinindo o desenho das cidades e a própria noção de espaço urbano.

O elevador transformou hábitos, valores imobiliários e a arquitetura.

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