O desarranjo institucional no Brasil coloca o país em perigo. O Executivo, o Legislativo, e o Judiciário, não funcionam e não se entendem. Do orçamento do país, 90% são para gastos correntes, 5% para investimentos já comprometidos, 2,5% para os projetos do Governo, e 2,5% em emendas parlamentares. O Governo mal administra, o Congresso se apropria de funções executivas que não suas, e o STF exacerba suas funções. O Brasil é o único país do mundo onde Parlamentares alocam verbas provenientes do Governo, ao invés de sua aprovação ou desaprovação, em sua função legislativa. Chegamos ao extremo de termos o que tem sido chamado de “crise fiscal contratada” para 2027, embora todos tenham conhecimento e conivência com a crise que irá de vir.
A democracia é, em verdade, um instrumento frágil, que tem que ser revalidada no dia a dia, como resultado e instrumento do consenso entre as classes e grupos sociais. Depende continuamente de um pacto que é validado entre as partes. Suas instituições são decorrentes de acordos, e não de formas perenes que se institucionalizam sobre as decisões do homem.
Wright Mills, em “The Power Elite”, diz que manda o poder econômico, executa o político, garante o militar, e media o intelectual, entendido com imprensa e universidades. O Exército Brasileiro desempenhou um papel fundamental na obstrução à tentativa da quebra da ordem institucional por Bolsonaro; e as universidades e imprensa continuam desempenhando adequadamente os seus papeis. O poder econômico, entretanto. encontra-se dividido, entre uma minoria em prol da institucionalidade, e uma maioria que propicia episódios como do Banco Master. Falham a Classe Política, o Judiciário, e o Governo.
Precisamos de equilíbrio para o funcionamento do país!



