Caraca, véi! e uai, moço! (por Carlos Mota Coelho)

Embora vivo mais no Mundo da Lua, sou morador de dois mundos: Brasília e Belo Horizonte, a primeira [...]

* Carlin Minerin Mota

Embora vivo mais no Mundo da Lua, sou morador de dois mundos: Brasília e Belo Horizonte, a primeira sonhada e construída por JK, e a outra em que ele fez vários espichos, como a Pampulha, o Sion, a Avenida Amazonas e outros mais!

Mas em Brasília me chamam de idoso, porque a interjeição comumente dita lá é a etarista “caraca, véi”, mesmo que o velho interlocutor que a escuta seja um dos meus netinhos Bruno, de quatro anos, ou Leonardo de dois, sobretudo a Maria e com oito anos.

Mas, na segunda, eu, com 71 e a minha querida Meire, com sessenta nove anos, somos chamados de moço, moça, menino, menina, jovem ou de “fi ou fia”, e tem coisa mais mió de bão?

Caraca, véi, pois o motorista de Uber, não concordando com Meire, a ela se dirigiu:

 – “Moça, desconcordo com a senhora, pois o Galo é muito mais mió de bão do que o Cruzeiro!”

Ou seja, em Brasília todos são velhos, mas em Minas somos jovens eternamente, mesmo que tenhamos cem anos!

Por isso vou voltar a morar em Beagá pois a amo e “melhor lugar não há”!

Carlos Mota Coelho é Escritor e Membro da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha. Foi Deputado Federal e Procurador Federal. Autor de vários livros.

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