O episódio do Banco Master mostra a falta de cultura empresarial e institucional no Brasil, impeditivas para o desenvolvimento.
Porque nos Estados Unidos é possível se criar uma rede de franchising como o McDonald’s, fundada em 1955 por Ray Kroc, há apenas 70 anos atrás, com 42 mil lojas em 120 países do mundo? A respostas é a seguinte: existe nos Estados Unidos, assim como em outros países, uma cultura empresarial, padrões e valores de negócios, que universalizam os procedimentos, possibilitando que duas pessoas, que não se conheçam, façam negócios entre si, de maneira estável.
No Brasil, impera a desordem. E ela é funcional, na manutenção do poder empresarial. No mundo empresarial e político. Via de regra, caímos sempre no modelo da empresa familiar: o cunhado, do cunhado, do cunhado. E na esfera institucional do Estado, no Executivo, Legislativo e Judiciário, o modelo é sempre o da indicação: o indicado, do indicado, do indicado. Assim não vai!
Esse é um problema Latino Americano. De 1970 a 2021, dados do Banco Mundial mostram que, na dinâmica da competição, o PIB dos Estados Unidos no mundo variou de 36,7% para 24,1%, União Europeia de 24,3% para 17,8%, Leste da Ásia e Pacífico de 4,3% para 21,6%, América Latina e Caribe estáveis em 4,7% e 4,8%.
O PIB do Brasil está estanque em US$ 2,2 trilhões desde 2010, enquanto de 2010 a 2024 o mundo cresce de US$ 66 trilhões para US$ 111 trilhões, US de US$ 15 trilhões para US$ 29 trilhões, China de US$ 6 trilhões para US$ 19 trilhões, União Europeia de US$ 15 trilhões para US$ 19 trilhões.
No índice de investimento na Economia, o Brasil reinveste anualmente 17% de seu PIB, para média mundial de 22%, US 22%, União Europeia 21%, China 43%, Índia 32%.
Muito difícil ir em frente.



