COLUNA RONALDO HERDY

A rede elétrica já sabe: dia de jogo é dia de consumo em baixa

Os técnicos de Itaipu e do Operador Nacional do Sistema Elétrico preveem que, quando a bola rolar para Brasil e Japão, nesta segunda-feira, o consumo de energia despencará. Só que desta vez, como nunca aconteceu desde o início da Copa da Fifa. O volume será inferior ao do confronto contra a Escócia, quando a demanda caiu para 82.100 MW. Um silêncio eloquente.

É o Brasil funcionando do seu jeito. Os escritórios fecham mais cedo, lojas baixam as portas, fábricas desligam equipamentos e o expediente acaba antes do relógio mandar. Em casa, ninguém toma banho, passa roupa ou inventa moda na cozinha. Toda a eletricidade parece migrar para um único destino: a televisão.

No intervalo, porém, a realidade volta. Airfryer e micro-ondas ativos, geladeira aberta a cada dois minutos e aquela corrida para abastecer a mesa provocam um pico no consumo. Até as festas de rua entram na conta dos engenheiros que monitoram o sistema.

A boa notícia é que o setor elétrico já conhece esse roteiro. O ONS e as hidrelétricas ficam de prontidão para responder às oscilações. Porque, convenhamos, se depender da torcida, o Brasil vai seguir provocando apagões… de audiência no trabalho, não de energia, até a decisiva rodada de 17 de julho.  

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