O “Bolsonarismo” não irá mais retornar ao cenário das eleições majoritárias no Brasil, como em 2018 e 2026. A derrota leva a lições que geram aprendizado, no sentido da reestruturação de uma direita conservadora e democrática, respeitando as regras econômicas e políticas, nos termos da lei, ou através de sua modificação, legal, com rotatividade de poder.
A experiência de Jair Bolsonaro não foi positiva para o país. Economicamente, Bolsonaro pegou o país com PIB de U$ 1,92 trilhão em dólares correntes, deixando o país com PIB de US$ 1,95 trilhão em 2022, sem crescimento econômico. Ao fim de seu governo, observou-se a tentativa da quebra da ordem institucional, resultando em suas consequências legais.
Neste ano de 2026, Flávio Bolsonaro perdeu de sua própria rejeição. O discurso radical, com listas retaliação, falta de experiência, e ímpetos da quebra futura da ordem institucional, levaram à sua derrota nas eleições. No 1º Turno, o eleitor, achando estar definidas as eleições para Lula, não compareceu massivamente às urnas, com a vitória de Flávio Bolsonaro por 53,9 milhões a 56,1 milhões de votos. No 2º Turno, o eleitorado compareceu em massa, dando as eleições a Lula, por 64,3 milhões a 59,8 milhões de votos.
Ao sair do Brasil com saiu, Flávio Bolsonaro perde toda a sua liderança e legitimidade. “Verás que o filho teu não foge à luta”, na principal sentença do Hino Nacional, ao contrário de Lula em 2018. O Comandante é sempre o último a deixar o barco, quando ele afunda, assim diz a ética protocolar esperada dos líderes e governantes.
O “Bolsonarismo” entra em ocaso.
A direita econômica e política irá se reestruturar, paulatinamente e com mais cuidados, isolando o extremismo político de direita, para a sua própria sobrevivência.



