
Após mais uma despedida de uma pessoa querida, estava eu, juntamente com meus amigos José Maria Fagundes e Antônio Carlos Estevam, descendo as ladeiras do Cemitério Santo Antônio, em nossa cidade de Ubá.
Apesar da tristeza, tivemos espaço para conversar e reverenciar nossa memória.
Um cemitério não é apenas um espaço de saudades; é, sobretudo, um local para cultivarmos nosso passado, a memória de muitos que construíram no passado o presente que hoje vivemos.
Ali estão sepultados, pelo menos os seus restos mortais, gente que de alguma forma ou outra fez história.
Políticos, artistas, trabalhadores e trabalhadoras que fizeram a cidade se mover.
Gente feliz, gente triste, gente de todo jeito, mas que ficou na memória de alguém.
Cada túmulo, cada ladeira, cada canto de um cemitério traz uma recordação.
Eu e meus amigos, amantes da história, ficamos a cada passo e a cada lápide revivendo muitas histórias.
Quando você for a um cemitério, vá com este pensamento: ali é um lugar de preservação da nossa memória.
Nossa memória deve ser sempre eternizada.
Aldeir Ferraz é Político e Escritor



