A morte do Beija Flor (por Aldeir Ferraz)

De flor em flor seguia nosso Beija-flor, sempre rápido e delicado, cuidava para [...]

De flor em flor seguia nosso Beija-flor, sempre rápido e delicado, cuidava para que sua missão não falhasse.

Viajava a distâncias quase sem descansar, vez ou outra em um galho pousava para se aliviar.

Energia redobrada, no bater frenético de suas asas decolava.

Pousava aqui, pousava ali e passava com rapidez entre carros e gente, era muito hábil.

Uma certa manhã rotineira seu fim chegou, que pena Beija Flor, no vidro de uma janela se chocou.

Nosso Beija Flor gostava de entrar nas casas bem cedo para acordar quem ainda adormecia embrulhado em cobertor.

A janela fechada foi o fim da inocência, do amor e da dedicação do nosso querido Beija Flor.

Aldeir Ferraz é Político e Escritor

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