COLUNA RONALDO HERDY

O apito final da Dass na Argentina

Há apenas três meses, a Dass garantia que ampliar os investimentos no Paraguai não significava abandonar a Argentina. O discurso durou pouco. No próximo sábado, a empresa fecha as portas da fábrica de Misiones, a pouco mais de 100 quilômetros de Foz do Iguaçu.

A unidade, dedicada à produção de artigos esportivos de marcas como Adidas, Nike e Fila, já fabricou 22 mil pares de calçados por dia. Agora, entra em campo apenas para encerrar a partida.

A explicação oficial é que Brasil e Paraguai não enfrentam os mesmos problemas estruturais que afundaram a operação argentina. Também que suas fábricas aqui, não sofrem pressão idêntica da concorrência asiática no país vizinho, apontada como uma das principais causas da derrota do negócio.

Mas, no chão da fábrica, declarações tranquilizadoras costumam valer menos do que máquinas desligadas. O fechamento em Misiones já acendeu o sinal de alerta entre empregados e fornecedores das oito unidades mantidas no Brasil – sete na Bahia e uma no Ceará.

No mundo dos negócios, confiança é importante. Mas exemplos concretos costumam falar mais alto do que comunicados oficiais.

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