COLUNA RONALDO HERDY

O Brasil atrasa a nova rota de exportação

Na cúpula do Mercosul desta terça-feira, Lula terá mais um assunto para administrar além dos discursos protocolares. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, chega ao evento incomodado com a lentidão brasileira na construção dos acessos à Ponte Bioceânica.

São apenas 13 quilômetros em território do Mato Grosso do Sul que precisam ser preparados. Mas bastaram para atrasar uma obra estratégica para integração sul-americana. A ponte, bancada por Itaipu, está praticamente pronta. O problema reside no asfalto que deveria ligá-la à malha rodoviária brasileira e cuja responsabilidade é do DNIT.

A previsão era liberar o tráfego já no mês que vem. Hoje, esse prazo virou peça de ficção. Peña dirá a Lula que do lado paraguaio, tudo estará concluído em oito meses, incluindo as instalações da alfândega. Em Carmelo Peralta, a última aduela do vão central está sendo fixada. Assim, falta pouco para a união física entre os dois países.

A ironia é que uma obra concebida para encurtar o caminho das exportações rumo à Ásia acabou esbarrando no velho gargalo brasileiro: a demora em concluir os acessos. Em outras palavras, construir a ponte parece ter sido mais fácil do que chegar até ela.

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