Depois de espalhar suas megalojas pelo mapa do Brasil, Luciano Hang resolveu atravessar a fronteira. A Havan, que se aproxima da marca de 200 unidades por aqui, agora mira o Paraguai como primeiro destino de sua aventura internacional.
O momento parece favorável. A varejista vem exibindo margens melhores, geração robusta de caixa e uma cadeia de fornecedores que já tem presença de fabricantes paraguaios. Hang embarca para Assunção nas próximas semanas para acelerar as conversas.
O plano segue o manual que transformou a Havan em fenômeno de expansão: terrenos gigantescos, entre 20 mil e 50 mil metros quadrados, uma loja impossível de passar despercebida e, naturalmente, a busca por incentivos fiscais. Afinal, patriotismo empresarial e benefício tributário costumam caminhar de mãos dadas quando o assunto é fazer o negócio se expandir.
Não é a primeira vez que a bandeira da Havan tenta ser hasteada em solo paraguaio. Durante o governo de Horácio Cartes (2013 a 2018) houve negociações para levar a rede ao país, mas a iniciativa não prosperou. Agora, as circunstâncias parecem mais favoráveis.
E há uma certeza: se a operação sair do papel, Luciano Hang continuará sendo o garoto-propaganda da marca. Afinal, a Estátua da Liberdade pode até ser importada. Mas o personagem que a acompanha é produto genuinamente nacional.



