Diante das revelações e rumores que cercam a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, cresce – nos bastidores da política e das redes – o movimento de afastamento de antigos aliados do senador. Gente que até ontem dividia o palanque, microfone ou audiência agora prefere manter prudente distância do epicentro da turbulência.
Entre os que teriam se afastado de vez aparecem nomes como Bruno Ayus, o Monark, Firmino Cortada, Rodrigo Constantino e Nikolas Ferreira. Todos alegam surpresa frente às sucessivas informações que vieram à tona sobre o nível do relacionamento entre o parlamentar e o controlador do Master.
E Brasília, que adora um suspense político, já especula sobre o próximo capítulo: o que pode emergir caso Vorcaro resolva efetivamente colaborar com as investigações? No jogo bruto do poder, reputação é ativo volátil – e confiança, quando começa a evaporar, costuma levar junto projetos, alianças e pretensões eleitorais. Afinal, na política brasileira, o abandono coletivo raramente acontece por excesso de coincidência.





