Num roteiro que mais parece filme policial do que cinebiografia, a Polícia Federal desconfia que o projeto audiovisual sobre Jair Bolsonaro tenha servido a um propósito bem menos artístico. Segundo investigadores, a estrutura financeira da produção estaria sob suspeita de funcionar como engrenagem para lavagem de dinheiro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao entorno do ex-presidente.
A PF pediu ao COAF um pente-fino nas operações associadas ao caso. E, nos corredores de Brasília, já se fala na abertura de um novo inquérito nas próximas semanas.
Se a suspeita prosperar, sai de cena o debate sobre liberdade criativa e entra o velho roteiro nacional: dinheiro nebuloso, investigação federal e personagens graúdos jurando inocência diante das câmeras. Afinal, no Brasil, às vezes o making off chama mais atenção que o filme.





