Venezuela, Irã e Cuba: do petróleo aos resorts

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Trump desconsidera a Constituição Americana e a todos os Tratados Internacionais, com o apoio de grande parte da elite econômica do país e dos Republicanos.

O que há de mais importante hoje no mundo é o petróleo, juntamente com a geopolítica e o domínio político. São os elementos essenciais à sobrevivência das nações, diante da escassez de recursos naturais que se inicia.

Hoje, Petróleo, Gás e Carvão representam 83% do consumo de energia mundial, Hidroelétrica 7%, Nuclear 4%, e Fontes de Energia Renováveis 6%, com baixa possibilidade de alteração significativa deste quadro. E a expectativa das reservas comprovadas de petróleo, ao nível do consumo atual, é de 150 anos. Somente.

Trump incorpora a Venezuela à sua zona de domínio e influência, independentemente do sistema político do país. A Venezuela detém a maior reserva de petróleo do mundo, com 18% das reservas mundiais; a Arábia Saudita com 16%; Irã e Canadá com 10% cada. Os Estados Unidos detêm 2% das reservas de petróleo, consumindo 20% do total mundial produzido. Os 2% das reservas americanas adicionadas aos 18% da Venezuela totalizam os 20% necessários para o consumo interno dos Estados Unidos, a médio e longo prazo.

O Irã é atacado em ação conjunta dos Estados Unidos com Israel, com o objetivo duplo de tentativa de mudança de regime e de acesso aos seus recursos naturais. O fechamento do Estreito de Hormuz, durante o período da guerra, pode vir a acelerar a exploração dos poços de petróleo da Venezuela por empresas americanas.

E Cuba? Fora a aversão aos governos que possam ser percebidos como “de esquerda”, Cuba poderia vir a ser um novo “canteiro de obras”, de resorts e parques de diversão. O pretendido, não obtido em Gaza, à beira do Mediterrâneo, poderia agora ser consumado em Cuba, nos mares do Caribe.

A popularidade de Trump cai para 39% nas pesquisas, índice por demais baixo para um ano de exercício de um Presidente Americano. E o preço do combustível sobe nos Estados Unidos, desde o início dos ataques ao Irã, há uma semana atrás, de US$ 2,95 para US$ 3,45 o galão, em aumento de cerca de 50 cents, muito alto para o consumidor americano.

A ver o que vai ocorrer.    

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