O diesel disparou junto com o preço do petróleo e, com ele, subiu também o custo do transporte público. Resultado: o projeto da tarifa zero deve ficar estacionado no acostamento do Ministério das Cidades por um bom tempo.
A ideia agrada ao presidente Lula – especialmente em ano eleitoral. Mas entre gostar da proposta e pagar a conta existe um detalhe incômodo, chamado matemática. Catraca liberada significa dinheiro público entrando na garagem das empresas de transporte. E, por enquanto, estados e municípios não demonstram grande entusiasmo em meter a mão no bolso. Prova das dificuldades é que a iniciativa roda hoje em 136 cidades – o Brasil possui 5.570 municípios.
Ou seja, a tarifa pode até ser zero para o passageiro. Mas alguém sempre paga a passagem.



