Está aberta a temporada de apostas no Ministério da Agricultura e Pecuária. A cadeira ocupada por Carlos Fávaro já tem pretendente com sobrenome, currículo e, sobretudo, trânsito político. Carlos Ernesto Augustin, o Teti, largou na frente.
Ele não é um desconhecido do campo – e nem do poder. Um dos maiores produtores de sementes do país é também um dos grandes doadores de campanhas eleitorais, do PT e de outros partidos, como convém a quem prefere investir em todas as safras. Sua nomeação como assessor especial do Ministério, em 2023, e para a presidência do Conselho de Administração da Embrapa, foi decisão do Palácio do Planalto.
A relação com Fávaro é protocolar porque Teti não depende do ministro para existir em Brasília. Sua linha é direta com Lula, sem ruídos e sem cafezinho no gabinete alheio. Se não virar titular da Pasta não será por falta de influência – e muito menos ficará fora do jogo. Ele terá peso decisivo na escolha do próximo ocupante da cadeira. Uma de suas credenciais políticas foi ajudar a reduzir a alergia crônica de parte do agronegócio ao governo petista. E, em Brasília, quem baixa a febre do setor costuma ganhar muito mais do que um termômetro.



