
Transformações sociais acontecem devagar. Em geral, se dão fora dos nossos olhos. Ou bem debaixo deles. Mas quando as vemos, já aconteceram.
Estou achando, perseguido eu, que está acontecendo um profundo e preocupante processo de redefinição do papel do STF e de sua relação com o legislativo.
Verifico que os ministros do STF estão gostando do protagonismo pessoal e midiático, até mesmo de polêmicas pessoais, como se fossem parlamentares do judiciário. O STF virou a fogueira das vaidades, do protagonismo pessoal, da polêmica. Não há nada de Supremo nesse papel.
As tais “instituições” que estariam funcionando a contento, estão consumidas por apetites pessoais. Não esperávamos isso do Supremo, que deixa, assim, de ser Supremo e vira Lateral, mais um na festa, no debate. Um tribunal Lateral, mas não Supremo, engolido pelas vaidades de seus ministros.
Não tem perigo de dar certo. E eu espero estar errado.
Edson de Oliveira Nunes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Berkeley. Foi Presidente do IBGE, Presidente do Conselho Nacional de Educação. É Professor Emérito da Universidade Candido Mendes. Autor



