Tem decisão judicial que dispensa comentário – mas merece.
A Vale levou punição unânime no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região por uma prática difícil até de explicar: impedir maquinistas da Estrada de Ferro Carajás de usar os banheiros das locomotivas.
Em pleno Século 21, trabalhador conduzindo trens com toneladas de minério de ferro, mas sem acesso ao básico. A conta chegou no último dia 18 de março, em segunda instância. Cerca de R$ 10 milhões por danos morais. Ao fixar o valor, a Justiça foi direta: negar banheiro não é só desconforto – é risco e é desrespeito. Compromete a segurança e fere a dignidade.



