
“Venham a mim os brasileiros, e eu irei com eles para, com o auxílio de Deus, e com serena confiança buscarmos melhores dias nos horizontes do futuro.” (Humberto de Alencar Castelo Branco)
As intervenções em quaisquer espaços concretos, humanos ou virtuais, sejam físicos, sejam sociais, sejam digitais, trazem, invariavelmente, resistências humanas de seguimentos conservadores ou de parcelas progressistas; apesar das oposições, as ações de transformação são incontroláveis pelas exigências das reformas revitalizadoras do universo público.
Isso ocorre por quê? Para evitar a deterioração dos espaços de convivência, das disparidades e desigualdades entre os membros de uma mesma nação, da eclosão da anomia na organização coletiva regida por regras morais e sociais cogentes, garantidoras da coesão comunitária.
Por essas razões hoje as reformas se tornam imperativas para revitalizar as instituições sociais, dar dinamismo ao seu arcabouço operacional, reestruturar pela ampliação ou pela restrição das competências dos órgãos públicos, bem como aumentar o desempenho ativo de seu quadro funcional, que, muitas vezes, é inflado por interesses políticos partidários, que onera em demasia os cofres governamentais, sendo, geralmente, muito pouco eficientes na prestação dos serviços essenciais, contudo consumindo grande parte das receitas orçamentárias.
O Brasil não pode mais adiar as intervenções reformadoras em sua atual configuração organizacional, é imprescindível aparelhar-se de novos avanços técnicos e tecnológicos, entrar verdadeiramente no século XXI, incorporar às forças produtivas do país as novas tendências da hiperautomação, da segurança cibernética, da sustentabilidade e das realidades climáticas, os avanços da Inteligência Artificial (IA) em todos os setores da Administração, capacitar-se da velocidade de transformação exigida pela constante transformação, adaptando-se ao desenvolvimento das novas habilidades digitais emergentes, enfim é preciso conjugar à educação escolar do brasileiro à realidade da globalização econômica e produtiva por que passa o mundo a fim de inserir o Brasil no mercado mundial de maneira competitiva e produtiva eficazes.
Patinar não como os carros na lama, mas como os atletas da patinação no gelo é o futuro de que o país precisa, porém para essa consecução inexorável se transforme em realidade, devemos reformar nossas universidades, nosso ineficiente sistema educacional de base, nossas instituições políticas, nossas instituições sociais, reformulando todo esse modelo obsoleto de gerenciamento do Estado brasileiro. As reformas, administrativa, previdenciária, política, são cogentes, já passaram do ponto de maturação, principalmente, aquela referente ao Supremo Tribunal Federal no tocante à fixação da judicatura temporal dos ministros da Corte, cujo período de exercício por 12 anos seria salutar à nação, porém, sempre, respeitado o direito adquirido e o ato jurídico perfeito atinentes às prerrogativas dos atuais membros do Pretório Excelso.
A nação já se debateu na história com essas transformações, entretanto, no tempo, expiaram por elas, especificamente, seus responsáveis imediatos mais recentes, um militar e um civil; esses reformadores, eficazes e eficientes, conforme o lapso temporal evidenciou, fazem parte da história do Brasil, são homens de tempos instáveis em que se revelam estadistas pelo arrojo e pelo saber humano e cultural; esquecidos por uma nação sem memória histórica, os Presidentes Humberto de Alencar Castelo Branco e Fernando Henrique Cardoso, ambos sofreram ofensas dos contrariados, porém, não se acovardaram, pelo contrário, de modo intimorato, avançaram com suas reformas do Estado e refizeram as condições indispensáveis para o caminhar da nação em condições econômicas promissoras.
Tenhamos pressa e não percamos mais tempo, os brasileiros têm neste ano 2026 a oportunidade de escolha dos representantes que poderão realizar as reformas necessárias ao presente e ao futuro do Brasil; hoje para a atual geração, amanhã, para a de seus filhos e netos. A responsabilidade nesse processo é de todos os brasileiros, portanto, eles não devem se omitir sob o falso discurso de que todos os políticos são iguais, só pensam neles e não estão nem aí com povo; não é assim, dos eleitores vêm os rumos que a nação seguirá nos próximos quatro anos, essa é a oportunidade de escolha para que se faça as reformas indispensáveis de que o país necessita, pois somente assim “Caminharemos para a frente com a segurança de que o remédio para os malefícios da extrema esquerda não será o nascimento de uma direita reacionária, mas o das reformas que se fizerem necessárias”( Presidente Castelo Branco).
Delegado Édson Moreira é Especialista em Segurança Pública e Criminalidade/UFMG. Foi Delegado de Política Chefe do DHPP/MG e do Departamento Anti-Sequestro de Minas Gerais, e Deputado Federal



