
Um Latino, hoje não vale nada, ou quase nada, na Bolsa de Valores internacional. Você pode pegar um Latino, levar para a sua casa, e fazer dele o que quiser, sem resistências; muito pelo contrário, com o acordo tácito de quem fica, sempre interessado em ficar com as sobras das migalhas. Não têm ativos significativos, nem econômico, nem político, nem militar. Quem mandou não fazer a Bomba Atômica? O Brasil é a 11ª economia do mundo com PIB de US$ 2,2 trilhões. A Coreia do Norte tem PIB de somente US$ 30 bilhões. Belo Horizonte com um PIB de aproximadamente US$ 60 bilhões, representa 2 (duas) vezes o PIB da Coreia do Norte. E com a Coreia do Norte, ninguém mexe.
Trump aprendeu com o seu advogado Roy Cohen, em sua vida empresarial, que a Lei tem suas falhas, por ser escrita e consuetudinária, podendo ser quebrada, dentro de suas brechas. “Atacar sempre”, “negar o ocorrido”, e “comemorar derrotas como vitória”, são os princípios, na quebra da ordem institucional nos Estados Unidos e Internacional.
Quanto vale um Europeu? Pouco, ou muito pouco. Depois de séculos de sucesso e já sem fôlego, chega a seu fim. Não tem força para defender a Ucrânia, nem força para manter a OTAN; nem a Dinamarca para manter a Groenlândia, no desterro de seu destino. Sobra a subserviência ao capital e aos interesses dos Estados Unidos. Hoje dependem e rezam por isso.
Quanto vale um Russo? Tem o seu valor, variável na Bolsa de Valores. Quando incomodado, cresce. Quando não incomodado, cai. Hoje, o incomodam muito. E ninguém deve mexer com eles, porque têm a Bomba Atômica; e, sob o perigo daquilo que denominam por “Ameaça Existencial”, botam prá quebrar. Durante a Segunda Guerra Mundial, para média de queda do PIB mundial em -9%; França -49%; Itália -39; Japão -22%; Alemanha -19%; (US +70%; Inglaterra +15%); a Rússia, com 20 milhões dos 40 milhões de mortes na guerra, e com suas terras e produção arrasadas da Europa Ocidental às portas de Moscou, Leningrado e Stalingrado, teve seu PIB diminuído em somente -6%, remontando suas linhas de inovação e produção atrás das linhas de guerra.
E quanto vale um Chinês? Esse vale muito. Não brinquem com eles, são uma incógnita. Nem Trump brinca! Depois de muita guerra e sofrimento, a China reinventou-se, cresceu, e vai continuar crescendo. Seu PIB, de somente 0,25% da economia mundial em 2000, já está em 19% como a segunda economia e terceira potência nuclear do mundo, e vai continuar a crescer. E vem aí a questão de Taiwan, reconhecida pelos Estados Unidos e pela ONU nos idos dos 1960s como parte da China, hoje Taiwan detentora do processamento de cerca de 90% dos supercondutores, indispensáveis à nova tecnologia eletrônica.
E quanto vale um Americano? Hoje vale tudo, embora a diminuição dos rendimentos de sua população. É uma moeda muito forte, ainda. Mas tome cuidado com os seus investimentos, pode ser uma somente uma bolha, derradeira. O seu PIB caiu de 40% do PIB mundial em 1960 para os atuais 26%. Cavalgando em uma nova versão da “Doutrina Monroe”, Trump declarou que as Américas são de lá, da Groenlândia à Patagônia. Mas após a Ucrânia, Oriente Médio, e Venezuela, e provavelmente a Groenlândia, vem aí Taiwan, questão crítica e de difícil solução. Estão juntando forças, de lado a lado, com capacidade de extermínio, recíproco, sempre dobrando a aposta
Como será o amanhã?
A ver.
Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago e Autor do livro “Economia, Guerra e Pandemia: a era da desesperança”



