Fechado o acordo comercial histórico entre o Mercosul e a União Europeia, sábado, em Assunção, representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai terão que discutir as cotas de cada país nas vendas para o Velho Continente. Não serão conversas fáceis. Todos os sócios querem alto percentual do negócio, considerando o mercado que representa mais de 700 milhões de pessoas, isto é, 20% do PIB mundial. Em outras palavras, os governos dos cinco países avaliam que o tratado traz ótima oportunidade de aumento imediato da produção interna e das exportações.
Aliás, o problema parece já ter começado. Ocupando a chefia pró-tempore do bloco sul-americano, assessores próximos do presidente do Paraguai, Santiago Peña, falavam abertamente sobre a importância de uma “postura firme” para garantir cotas ao país, em meio aos preparativos para o ato de assinatura do acordo no último fim de semana. Em paralelo, o ato final com a União Europeia foi esnobado por um magoado Lula, que pretendia realizá-lo em Brasília, invocando a condição de ter sido ele o protagonista do fecho das negociações.



