Hoje, na Nova Ordem Mundial, valem três coisas: petróleo, recursos minerais, e posicionamento geopolítico.
Trump gostaria, em muito, de entrar e dominar o Irã, por causa do petróleo. A segunda razão é subjacente.
O Oriente Médio detém 51% das reservas mundiais de petróleo; a Venezuela 18%; Arabia Saudita 16%; Canadá 10%; Irã 10%; Iraque 9%; Kuwait 6%; Emirados Árabes 6%; Rússia 5%. Groenlândia 2% (estimado). Os Estados Unidos detêm 2% das reservas mundiais de petróleo, consomem 20% do petróleo processado no mundialmente, e refinam 18% do petróleo do mundo, com suas refinarias nos Estados Unidos e no exterior, principalmente no Oriente Médio. Se somarmos as reservas americanas de 2% + Venezuela 18% + Irã 10%, temos 30% das reservas mundiais, bom estoque. + 2% (estimado) na Groenlândia, eventualmente teríamos o total de 32%. Sem contar o atual controle das reservas do Iraque.
Com relação às Terras Raras, a China detém 48% das reservas mundiais, Brasil 23%, Índia 7%, Austrália 6%, Rússia 4%, Estados Unidos 0,6%. Groenlândia 2% (estimado). Em possível acordo de tarifas com o Brasil, fracos que somos econômica, militar e politicamente, os Estados Unidos poderiam suprir suas necessidades de Terras Raras, quem sabe em concessões de longo prazo.
O Irã é o único país supostamente “tomável” pelos Estados Unidos no Oriente Médio, tido como “inimigo” dos Estados Unidos e do Ocidente. A Arabia Saudita, o Kuwait, os Emirados Árabes, e outros países, são considerados como “aliados”. Mas o Irã é o país mais significativo do Oriente Médio; industrializado; 1,6 milhões de km2; 92 milhões de habitantes; PIB de US$ 2 trilhões como a 22ª economia do mundo; produz carros, balísticos e aviões de pequeno e médio porte; tem forças armadas significativas; detém tecnologia nuclear; produtora de petróleo. São Persas, e suas fronteiras se guardam, aproximadamente, desde o século V a.C., com a suas fronteiras estáveis desde 1813. Entrar no Irã não é fácil. É que os Islâmicos, e o Oriente Médio, são significativamente mais aguerridos do que “nosotros acá”. Negociações são preferíveis a qualquer solução bélica, para os dois lados.
Trump acha que pode fazer o que quiser, mas terá limitações internas e externas. Internacionalmente, os Estados Unidos não são mais o que eram há seis décadas atrás. De 1960 até hoje, o PIB dos Estados Unidos diminuiu, proporcionalmente, de 40% para 26% do PIB mundial; e a China vem aí, o PIB da China ultrapassando o dos Estados Unidos até meados deste século, a Índia também ultrapassando o PIB dos Estados Unidos até o final do século. Internamente, a economia americana não vai tão bem quanto Trump esperava. A inflação dos bens básicos está acima do aumento da renda; e a popularidade de Trump caiu para até 33%, dependendo da pesquisa, a mais baixa ever para um Presidente americano no final de um ano de governo. E significativas lideranças empresariais e do Partido Republicano chegaram à Trump para impor limites ao ICE, depois da morte de dois cidadãos americanos em Mineápolis.
A ver.



