COLUNA RONALDO HERDY

Pódio asiático, vexame verde-amarelo

O Brasil foi passear no deserto e voltou com areia nos bolsos. No Desafio SWAT dos Emirados Árabes Unidos – aquele campeonato mundial em que não basta posar de durão, tem que atirar direito, entrar em prédio, avião, para resgatar refém e ainda pensar sob pressão – ficamos num 57º lugar. Modesto é elogio.

O evento reuniu 111 forças táticas do planeta. Gente que treina para errar o mínimo possível quando a falha custa caro. No topo do pódio deu Cazaquistão duas vezes: ouro e bronze. A prata ficou com a Polícia da China. O melhor sul-americano? O Equador, em 16º. Nós, lá atrás, assistindo pelo retrovisor.

Não é campeonato de videogame. É vitrine internacional de preparo, técnica e coordenação. Velocidade, precisão, gestão de crise – tudo cronometrado. Se a ideia era mostrar força, o Brasil deixou claro que ainda precisa de muito treino pela frente.

Em segurança pública, discurso não pontua. Quem pontua é o desempenho. E, dessa vez, o nosso país ficou devendo.  

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