Outro destino?

Há uma luz amarela acesa no Ministério de Minas e Energia. Este ano, o Governo Federal planeja realizar novos leilões de [...]

Há uma luz amarela acesa no Ministério de Minas e Energia. Este ano, o Governo Federal planeja realizar novos leilões de concessão e partilha de produção petrolífera. Nos últimos meses, a ANP aprovou a inclusão de 275 novos blocos (que se somarão a outros 196 já disponíveis), totalizando 471 áreas no edital da Oferta Permanente de Concessões. Outras 33 reservas estão sendo avaliadas. A expectativa da ANP é realizar o pregão até junho próximo.

Em paralelo, a Pré-Sal Petróleo SA pretende promover diversos leilões este ano, começando com um spot para o campo de Bacalhau, até fevereiro. A estatal federal poderá ainda realizar uma venda de gás, cuja execução depende de negociações com a Petrobras, para acesso aos sistemas integrados de escoamento (SIE) e processamento (SIP) da companhia, além de uma nova oferta de áreas não contratadas, nos moldes da promovida em dezembro.

A questão é que se o capitalismo americano escolher a Venezuela para seus investimentos, isto deve afetar a vinda de grandes montantes de dólares das petrolíferas dos Estados Unidos para o Brasil, como os oriundos da ExxonMobil, ConocoPhillips e da Chevron. Até aqui, o nosso país era a mais atraente opção energética na América do Sul.

Reforçando a preocupação que paira em Brasília, na última sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou que as companhias americanas do setor gastarão “pelo menos” US$ 100 bilhões na Venezuela, reconstruindo toda a infraestrutura de petróleo, garantindo em troca proteções duradouras do governo. O jogo começou.

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