O problema político de Trump de como sair da Guerra do Irã

Trump não pode sair da Guerra do Irã com a “cara” de quem perdeu. Tem que dar uma versão ao mundo, e .[...]

Trump não pode sair da Guerra do Irã com a “cara” de quem perdeu. Tem que dar uma versão ao mundo, e uma justificativa convincente ao eleitor Americano, às vésperas da Midterm Elections deste ano, em novembro de 2026. Este é o problema. 

Trump procura uma “cara” de como sair daquilo em que entrou. “Pega mal” terminar a Guerra durante o bloqueio em curso do Estreito de Ormuz. Teria “cara” de derrota.

As expectativas, mal calculadas, não deram certo conforme esperado.

São 2 os principais problemas:

1. Primeiro, o Irã é a maior potência econômica e militar que os Estados Unidos já enfrentaram desde a 2ª Guerra Mundial. Na Coreia, a vitória foi parcial. No Vietnam e no Afeganistão, um fracasso. No Iraque, uma “vitória de Pirro”, com terra arrasada e pouco eficaz. O Irã é um país com 1,6 milhões de km2, população de 92 milhões de habitantes, PIB de US$ 2 trilhões, a 22ª economia do mundo. Industrializado, possui indústria automobilística com know-how e marca própria, produz aviões de pequeno e médio porte, misseis e drones, e adiantada pesquisa na área nuclear. Suas fronteiras remontam ao século V a.C., fixas e estáveis desde 1813. São Persas. Seu Governo é o produto de uma revolução popular, com base populacional, e não de uma ditadura do tipo Latino Americano, onde, em geral, os líderes diferem da vontade popular. Mesmo que, hoje, a maioria da população rejeite o regime dos Aiatolás, a população não é a favor de uma ocupação americana do país, e a isso se dispõem a lutar.

2. Segundo, na medida em que Trump não vence a guerra, conforme esperado, Trump gera problemas com parte da Elite Política Americana, inclusive de seu Partido; com parte dos Militares Americanos, que veem recair sobre si parte da responsabilidade da guerra e de sua sequência; com a indústria Petrolífera Americana, que vê seus lucros decrescentes, e seus navios estancados no Estreito de Ormuz; com a população Americana, que vê os preços da gasolina e preços em geral aumentarem no país; com os seus contrapartes da Europa, considerados como aliados, empenhados na Guerra da Ucrânia que estão, diante da recente liberação das restrições às exportações de petróleo da Rússia para a solução, temporária, do consumo nos Estados Unidos.

Situação de stalemate no Oriente Médio.

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