O nascimento do samba e das escolas de samba

No início do século XX, o samba começou a ganhar forma nas comunidades negras do Rio de Janeiro, especialmente em áreas como a Pequena África, na região da atual [...]

No início do século XX, o samba começou a ganhar forma nas comunidades negras do Rio de Janeiro, especialmente em áreas como a Pequena África, na região da atual Praça Onze. Esse novo ritmo nasceu da mistura de tradições musicais africanas trazidas por pessoas escravizadas e seus descendentes, com influências urbanas brasileiras. Mais do que música, o samba era uma forma de resistência cultural e afirmação de identidade em uma sociedade que ainda marginalizava fortemente a população negra.

Em 1928, esse movimento deu um passo decisivo com a criação da Deixa Falar, considerada a primeira escola de samba do Brasil. Fundada no bairro do Estácio, ela introduziu uma nova maneira de organizar o Carnaval: grupos estruturados, com bateria, enredo, canto coletivo e desfile pelas ruas. O termo “escola de samba” surgiu justamente dessa ideia de ensinar e difundir o samba de forma organizada.

A partir daí, o Carnaval carioca passou a se transformar. Os desfiles deixaram de ser apenas manifestações espontâneas e começaram a ganhar caráter competitivo, com critérios de avaliação, julgamento e disputa entre as escolas. Essa mudança ajudou a profissionalizar a festa e a dar maior visibilidade ao samba como expressão cultural central do Carnaval.

Com o tempo, o samba se consolidou como o coração do Carnaval brasileiro. Ele deu identidade própria à festa, diferenciando-a de suas origens europeias e transformando o Carnaval em um símbolo nacional. Mais do que trilha sonora, o samba passou a contar histórias, exaltar comunidades e representar o Brasil dentro e fora do país.

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