O aumento da taxa de emprego no Brasil não é gerador de aumento do bem-estar social, com futuras repercussões político-eleitorais.
A metodologia da Organização Internacional do Trabalho – OIT, adotada em 2012 pelo IBGE durante o Governo Dilma, adequada para os países desenvolvidos, classifica como emprego a todos aqueles que tenham trabalhado por 1 (uma) hora por semana, e desemprego como aqueles que procuraram por trabalho nas últimas 4 (quatro) semanas e não obtiveram colocação.
Em países desenvolvidos, o percentual de pessoas que trabalham por somente 1 (uma) hora por semana é insignificante, e não significa necessariamente pobreza, mas estilo de vida. E, ainda em países desenvolvidos, onde a oferta de empregos no mercado é significativa, procurar emprego por 4 (quatro) semanas e não obter colocação significa, realmente, que a pessoa está, no momento, desempregada.
Já por aqui na Terra Brasilis, “debaixo da linha do Equador”, como diz Chico Buarque, trabalhar por somente 1 (uma) hora por semana é incluir como empregados o famoso “bico”, daquilo que, na nossa percepção social, chamamos de subemprego. E procurar, arduamente, por um emprego durante 4 semanas e não obter, o que não é raro por aqui já que a oferta de emprego é muito baixa em nosso mercado, significa, sim, desemprego, no nosso entender.
Além disso, INPS e Bolsa Família não são considerados com desempregado, o que pode suscitar discussões.
Ou seja, o desemprego no Brasil, no nosso entender, está subestimado.
É importante observar que a inflação dos preços dos bens básicos para a população, como alimentação, tem sido expressivamente maior do que o aumento dos rendimentos.
O Brasil é um país de ficções.



