O forno de micro-ondas surgiu a partir de pesquisas científicas relacionadas ao desenvolvimento do radar durante a Segunda Guerra Mundial. Na década de 1940, o engenheiro norte-americano Percy LeBaron Spencer, que trabalhava na empresa Raytheon, estudava o funcionamento do magnetron, um dispositivo capaz de gerar micro-ondas eletromagnéticas usadas em sistemas de radar.
Durante esses estudos, Spencer percebeu que alimentos expostos às micro-ondas aqueciam rapidamente. A partir dessa observação, ele passou a realizar testes controlados para verificar se o fenômeno poderia ser aplicado ao preparo de alimentos. Os resultados confirmaram que as micro-ondas eram capazes de aquecer e cozinhar de forma eficiente, levando a Raytheon a registrar, em 1945, a patente do primeiro forno de micro-ondas.
O primeiro modelo comercial foi lançado em 1947, com o nome Radarange. Era um equipamento grande, pesado e caro, destinado principalmente a uso industrial e comercial. Somente décadas depois, com a evolução da tecnologia e a redução de custos, o micro-ondas passou a ser adaptado para uso doméstico e se popularizou nas residências.
O funcionamento do forno de micro-ondas baseia-se na emissão de ondas eletromagnéticas em uma frequência específica, produzidas pelo magnetron. Essas ondas são direcionadas para o interior do aparelho, onde entram em contato com os alimentos.
As micro-ondas interagem principalmente com moléculas de água e outras moléculas polares, fazendo com que elas vibrem rapidamente. Esse movimento gera calor, que se espalha pelo alimento, promovendo o aquecimento e o cozimento de maneira mais rápida do que nos fornos convencionais.



