A Âmbar Energia deve entrar de sola na concorrência internacional que a Argentina está prestes a abrir para importar e comercializar gás natural liquefeito. O Estado decidiu sair totalmente do negócio. Privatizou o risco – e a responsabilidade de não deixar ninguém passar frio.
Quem vencer a disputa terá que usar a capacidade disponível do terminal Escobar, na Grande Buenos Aires, e garantir a entrega do GNL em Los Cardales, a cerca de 75 km dali. Logística afinada, contrato fechado pelo prazo inicial de um ano e gás na tubulação. O governo de Javier Millei tem pressa. O combustível precisa estar disponível entre 1º de abril e 30 de setembro – justamente o inverno portenho, quando o termômetro cai e a conta política sobe. Portanto, uma corrida contra o frio. E, em energia, quem atrasa entrega também esquenta o debate.



