COLUNA RONALDO HERDY

Dependência adubada

O conflito no Oriente Médio fez explodir outro tema por aqui: que fim levou o Plano Nacional de Fertilizantes? Foi lançado com pompa por Jair Bolsonaro, em março de 2022, e Lula se elegeu tendo o assunto como uma de suas prioridades de gestão.

Quando a guerra aperta e o fornecimento mundial fica incerto, o Brasil volta a lembrar de um detalhe incômodo: depende de fora para alimentar a própria lavoura. O plano prometia reduzir essa submissão, ampliar a produção interna e dar segurança ao agronegócio. No papel, parecia uma aula de geopolítica aplicada no campo.

Porém, passado o discurso e as fotos da cerimônia, a iniciativa parece ter seguido o velho roteiro de Brasília: muito anúncio, pouca execução. Então, enquanto o mundo sacode o mercado de insumos, a pergunta volta à mesa – e com razão: o plano deixou de ser política de Estado para ficar na prateleira das boas intenções?

Compartilhe esse artigo: