Como o inventor da dinamite criou o Prêmio Nobel

Alfred Nobel inventou a dinamite em 1867 com o objetivo principal de torná-la mais segura e estável para uso em obras de engenharia, construção de túneis, estradas e mineração. No entanto, como muitos explosivos da época, a dinamite também passou a ser [...]

Alfred Nobel inventou a dinamite em 1867 com o objetivo principal de torná-la mais segura e estável para uso em obras de engenharia, construção de túneis, estradas e mineração. No entanto, como muitos explosivos da época, a dinamite também passou a ser utilizada para fins militares. Em 1888, após a morte de seu irmão Ludvig, um jornal francês publicou por engano o obituário de Alfred, chamando-o de “mercador da morte” por ter enriquecido com explosivos. O episódio é amplamente citado por historiadores como algo que o marcou profundamente.

Poucos anos depois, em 1895, Nobel redigiu seu testamento destinando cerca de 94% de todo o seu patrimônio, hoje equivalente a centenas de milhões de dólares a  à criação do Prêmio Nobel, voltado a premiar contribuições para a humanidade nas áreas de ciência, literatura e paz. Embora não haja prova absoluta de que o obituário tenha sido o único motivo, há forte consenso histórico de que ele influenciou sua decisão, o que sustenta a ideia de que tentou redefinir seu legado antes de morrer.

O prêmio da Paz é concedido em Oslo, enquanto as demais categorias são entregues em Estocolmo, conforme estabelecido em seu testamento, quando Suécia e Noruega ainda estavam unidas sob a mesma coroa. O chamado “Nobel de Economia” não foi criado por ele, mas instituído em 1968 como Prêmio Sveriges Riksbank de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel.

Nobel nunca se casou e manteve uma importante amizade intelectual com Bertha von Suttner, que mais tarde receberia o Nobel da Paz em 1905 e é frequentemente apontada como uma das influências para a inclusão dessa categoria.

Compartilhe esse artigo: