
A
Chuva
Cai mansa
Dá
Para sentir o abraçar
De cada gota nas folhas
Nas árvores
Nas gentes
De
Repente ela cai forte
Seguida de trovoadas
Raios tempestades
De
Repente volta
Mansa a molhar a terra
Limpar os céus
Anunciar novos tempos
Os
Ciclos das chuvas
Podem ser alterados
Pela ação dos que se
Acham humanos
Quase
Sempre para fazer com
Que eles acabem
Com
Isto não teríamos vida
Não teríamos sobrevivência
Dos seres ditos humanos
Até
Quando a lógica do dinheiro
Do ter desenfreadamente
Desrespeitará a essência
Da vida do existir
As
Chuvas são consequência
De todas as vidas
Interagindo
De
Toda criação se
Reinventando
Não
Podemos permitir
Que um ser minúsculo
Com sua arrogância
Destrua toda a vida
Nesta
Que é a nave comum
De todos nós
Roberto Carvalho é Autor e Poeta



