COLUNA RONALDO HERDY

Cara a cara

Entidades representativas dos trabalhadores e da indústria química e petroquímica têm encontro marcado com Geraldo Alckmin no dia 2 de fevereiro. Não é visita protocolar, é aviso prévio. O assunto será o Regime Especial da Indústria Química, que está sendo encolhido agora e tem data de validade carimbada: acaba no início de 2027.

Sentados do mesmo lado da mesa – imagine isso – sindicalistas e empresários vão levar números fresquinhos ao ministro e vice-presidente: quedas nas vendas internas, tombo nas exportações, fábricas fechando as portas e gente sendo mandada embora Brasil afora.

O diagnóstico é conhecido, mas piorou. Instabilidade regulatória por aqui, turbulência geopolítica lá fora e um setor estratégico tratado como se fosse descartável. Resultado: o risco deixou de ser teórico e virou concreto. Os dois lados falam em escalada da crise até dezembro, caso o Governo Federal opte pela especialidade oficial: cruzar os braços e esperar que o problema se resolva sozinho. Spoiler: não vai.

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