Bancos: uma história de 4 mil anos

Há cerca de 4 mil anos, na Mesopotâmia, templos e palácios já exerciam algumas [...]

Há cerca de 4 mil anos, na Mesopotâmia, templos e palácios já exerciam algumas funções semelhantes às bancárias. Armazenavam grãos e metais preciosos, realizavam empréstimos e registravam dívidas. O Código de Hamurábi, na Babilônia, por volta de 1750 a.C., já estabelecia regras para empréstimos, juros e garantias.

Mas os bancos mais parecidos com os atuais surgiriam muitos séculos depois, especialmente nas cidades comerciais da Itália medieval e renascentista.

Florença, Veneza e Gênova tornaram-se importantes centros financeiros. Comerciantes precisavam trocar moedas, financiar viagens e negócios e transferir grandes quantias entre cidades sem carregar todo o dinheiro fisicamente. Nesse ambiente prosperaram famílias de banqueiros como os Medici, que fundaram seu famoso banco em Florença, em 1397.

Em 1407, surgiu em Gênova o Banco di San Giorgio, considerado uma das primeiras grandes instituições bancárias organizadas da história.

E, em 1472, foi criada em Siena uma instituição que daria origem ao atual Banca Monte dei Paschi di Siena, reconhecido como o banco mais antigo do mundo ainda em atividade.

A tradição bancária italiana é tão antiga que antecede em séculos os próprios Estados Unidos. Quando o Bank of North America começou a operar na Filadélfia, em 1782, bancos e banqueiros já faziam parte da economia das cidades italianas havia centenas de anos.

Até a palavra “banco” guarda uma lembrança desse período. Ela está relacionada ao italiano banco ou banca, referência às bancadas utilizadas por cambistas e comerciantes para realizar suas operações.

Nos séculos seguintes, essas instituições evoluíram. Passaram a receber depósitos, conceder empréstimos, financiar governos e empresas e facilitar pagamentos e transferências. Mais tarde surgiriam os bancos centrais e o sistema financeiro moderno.

O que hoje pode ser feito em segundos pela tela de um celular começou de maneira simples: grãos guardados em templos, dívidas registradas em tabuletas e comerciantes italianos negociando moedas sobre uma bancada.

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