
Agora é esperar o 18 de maio, data em que Carlo Ancelotti vai apresentar a listinha final dos jogadores que ele utilizará na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo/2026, que começa em 11 de junho. O Mundial será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Ancelotti não parece ter muitas dúvidas quanto aos que irão à Copa. Mesmo porque o Brasil já não conta mais com aquela exuberante fartura de craques, com nomes que provocavam acalorados debates na mídia, discussões entre os entendidos e os não entendidos em futebol e muita balbúrdia nos botequins.
A safra de craques agora encolheu, embora despontem alguns convocados de qualidade e depositários de alentadoras esperanças brasileiras, como é o caso dos atacantes Estevão (18 anos), Endrick (19) e Luiz Henrique (25), jogadores ágeis, espertos, de boa explosão técnica.
Os recentes amistosos contra França e Croácia ajudaram pouco, até porque o próprio Ancelotti tenha argumentado que jogo para valer mesmo, só no Mundial. Entendeu que as partidas (treinos?) foram uteis para o que ele pretendia, ou seja, observar o desempenho dos convocados e escalados. Polidamente, disse que gostou de todo mundo. Será?
Na verdade, jogo amistoso é um saco. A derrota para a França (2 a 1) parecia mesmo estar no roteiro da quase certeza no que iria dar, tal a superioridade técnica, individual e coletiva do rival.
O sonolento Brasil 3 a 1 sobre a Croácia só valeu pelos momentos de técnica explosiva do arisco Luiz Henrique em alguns momentos do primeiro tempo e pelos 14 minutos em que o atacante Endrick esteve em campo e nos quais, em dois lances, decidiu a partida. De resto, o jogo lembrou aquelas antigas peladas de solteiros contra casados, que se organizavam antigamente, aos sábados, antes de uma saborosa feijoada.
O negócio, então, é aguardar o 18 de maio. Nesta espera, o torcedor anda meio acabrunhado, um pouco desconfiado sobre o que esperar da seleção na Copa. E dedica parcela bem razoável de suas esperanças em Ancelotti, que apareceu por aqui – quando de sua contratação – como um treinador de superpoderes, capaz de fazer a grande massa esquecer os infortúnios que fizeram a seleção não vencer a Copa desde 2006. O último título foi o de 2002, há 24 anos, com Luiz Felipe Scolari como treinador.
É natural que o torcedor se sinta ressabiado quanto ao futuro da seleção. Lá se vão cinco copas sem nada, período em que o Brasil viu encolher sua história de grandes façanhas mundiais e observar, de longe, o futebol europeu ditar seu predomínio, intercalado pela notável conquista da Argentina, em 2022.
Um período no qual tivemos os fiascos de Parreira e Dunga, em 2006 e 2010; Luiz Felipe Scolari no Mundial de 2014, de triste memória em razão do vexame que a seleção sofreu nos 7 a 1 diante da Alemanha, no Mineirão. E, por fim, os trabalhos medíocres de Tite nas copas de 2018 e 2022.
A vez, agora, é do renomado Carlo Ancelotti. Como resultados (os placares) de amistosos pouco importaram, pois o que ele queria era ver o pessoal correndo atrás da bola objetivando suas observações”. Então, o que a torcida quer ver na Copa, agora tão próxima, é a rapaziada do Ancelotti correndo “pra valer. E não apenas atrás da bola, mas, principalmente, atrás da taça.
Erasmo Angelo é Jornalista. Foi Redator de Esportes e Colunista do jornal Estado de Minas, Redator do Jornal do Sports/MG, apresentador e produtor na TV Itacolomi, TV Alterosa e Rádio Guarani. Foi presidente da ADEMG – Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais, editou a Revista do Cruzeiro. Formado em História pela PUC/MG. Autor




