Agora, Cuba é a bola da vez

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Depois do êxito da tomada da Venezuela, cuja elite política negociou a cabeça de Maduro; depois do fracasso no Irã, onde Trump destruiu bastante, mas não levou, sem atingir os seus objetivos de queda do governo e exploração dos 10% das reservas mundiais de petróleo do país; vem aí a questão de Cuba, a ser transformada em grandes resorts e parques de diversão.

A tomada de Cuba não será tão difícil assim. Cuba encontra-se economicamente fragilizada, e a Rússia já não tem o interesse geopolítico em Cuba que tinha nas décadas de 1950 a 1980, hoje mais interessada em tomar o que lhe interessa na Ucrânia, em troca com Trump.

Trump terá dificuldades em reconstruir a Ilha, ao seu bel prazer, projeto de longo prazo perante investidores e de difícil futura estabilização do país em novo paradigma, tornando-se Cuba e os ativos da Venezuela parte dos custos dos Estados Unidos para os próximos anos, a serem pagos pelo contribuinte americano.

Mas Trump acredita que fará bonito para o eleitor americano, com a sua popularidade já em somente 33%, segundo pesquisa do The Economist. 

Trump não vai parar por aí. Trump precisa da contínua produção de fatos para tentar convencer o eleitorado, em uma verdadeira “Missão Impossível”. A inflação, decorrente de seus atos em tarifas e guerras, supera em muito o aumento da renda do americano, em verdade relativamente decrescente, em uma equação imperdoável pelo eleitor.

Tempos eleitorais difíceis para Trump à frente, a ver.

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