COLUNA RONALDO HERDY

Tiro certeiro nas milícias digitais

O TSE resolveu fazer o óbvio – o que, em tempos digitais, já é quase um ato de coragem. Deep fake continuará proibido nas eleições deste ano. O veto vem de 2024. Não é implicância com a tecnologia, é defesa mínima da democracia.

No encerramento das audiências públicas na semana passada, o tribunal deixou claro: inteligência artificial pode até entrar na campanha, mas sem fantasia de carnaval. Qualquer conteúdo criado ou manipulado por IA terá de vir com rótulo bem visível, avisando os eleitores de que aquilo é simulação digital.

O deep fake segue fora do jogo. Mesmo com autorização do “dono” da imagem ou da voz. A Justiça Eleitoral sabe que essa tecnologia virou arma predileta de milícias digitais, especializadas em distorcer discurso, fabricar mentiras e sabotar a propaganda adversária.

Em resumo: criatividade liberada, falsificação não! Porque eleição não é laboratório de truques, mas escolha de gente de verdade.

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