O clima e a economia (por Nestor de Oliveira)

Além da forte influência na vida das pessoas, com o calor excessivo, ar de baixa umidade e suas consequências, a seca, os rios morrendo de [...]

Além da forte influência na vida das pessoas, com o calor excessivo, ar de baixa umidade e suas consequências, a seca, os rios morrendo de sede, como diria Wander Pirolli, o clima traz ainda severas outras influências na economia. Não apenas no preço da energia, como no caso do Brasil, cuja principal matriz é hidroelétrica, mas também no custo dos alimentos ou da água que consumimos no dia a dia. As mudanças climáticas no mundo, trarão, inevitavelmente, nefastos efeitos na economia de uma forma geral quando somamos todos os fatores, deste novo tempo em que vivemos.  A menor produtividade agrícola, de energia e desconforto na vida, especialmente nas grandes cidades, traz além de doenças, um forte impacto inflacionário causado pela instabilidade econômica dos países. O preço das comodities varia ao sabor dos ventos ou das tempestades, das chuvas ou das secas, mas nunca se estabiliza ou permite um planejamento necessário ao negócio. As variáveis do clima passaram a compor planilhas do produtor, especialmente os financiados que buscam no seguro a proteção extra.

Nosso maior celeiro, o centro oeste do Brasil, com suas extensas plantações de grãos, tem sido especialmente e severamente castigado com a seca que não acaba, calor infernal, incêndios naturais e provocados, ciclos intermináveis de mudanças climáticas nunca vistos. O inverso podemos ver no Rio Grande do Sul, onde o excesso de chuva, muito acima do habitual, a destruir plantações de trigo, frutas, casas, cidades, fábricas e ainda morte, o pior castigo.

Mas, o que acontece com o clima?

Sabemos todas as respostas de cor, como as agressões à natureza, o absurdo uso da industrias e seus resíduos tóxicos a apodrecer a atmosfera com a fumaça e detritos químicos. A poluição gerada nos grandes centros urbanos, a queima de combustíveis minerais com seu abundante lixo, mais fumaça, mais incêndios no mundo inteiro, mais fumaça, destruição de fontes da vida, florestas, nascentes de toda ordem, abusos com as extrações minerais, fruto de uma civilização industrial recente, menos de dois séculos, mais impactante do que em toda história da humanidade. E ainda com o pior dos males, a inconsciência do que estamos fazendo. É uma luta cruel para saber quem destrói mais, já que os novos valores do mundo é o ter, dominar, parecer e sobressair. Nações não lutam pela civilização, cultura, harmonia e paz, mas pelo poder e capacidade de conquistar, através dos ambientes econômicos, guerras e supremacia política. Enquanto isto, nós, inconsequentes humanos nos deixamos caminhar pelas novas tecnologias, nesta aldeia global, neste falso mundo virtual que nivela a todos, dando aos imbecis oportunidades iguais aos sábios. É inimaginável quantos são. O caso dos influencers é típico de nossa nova civilização, nunca tantos loucos tiveram tanta visibilidade e poder. Os crimes, especialmente os virtuais econômicos, acontecem numa escala avassaladora, sem que os agentes financeiros saibam como evita-los, ou a polícia prender os bandidos de sempre. Assim caminha a nova humanidade, neste clima de incertezas e estupidez.             

Nestor de Oliveira é Jornalista e Escritor 

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