O novo cinema brasileiro

Wagner Moura e Fernanda Torres trouxeram-nos o que há de melhor em nosso país, a nossa “brasilidade”, tão [...]

Wagner Moura e Fernanda Torres trouxeram-nos o que há de melhor em nosso país, a nossa “brasilidade”, tão expressa por Roberto DaMatta em seu livro “O que faz do brasil, Brasil!”, o primeiro Brasil com b minúsculo, de nossa economia e sociedade, o segundo com B maiúsculo, de nossa arte, cultura, música e futebol, que dão a amalgama de nosso país.

É uma honra para nós Fernanda Torres e Walter Salles, com “Ainda estou aqui”, terem recebido o Globo de Ouro e o Oscar, e Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, com “O Agente Secreto”, terem recebido o Globo de Ouro, a caminho do Oscar

O cinema brasileiro difere em muito do cinema anglo-americano, sempre “assertivo”, do cinema francês, significativamente “intelectualizado”, do alemão, de enfoque “dramático”, e do italiano, “satírico” em sua essência. O cinema brasileiro, hoje, tem o gosto da “insustentável leveza do ser”, utilizando as palavras de Kundera, com fundo crítico, mas baseado na persona, em sua linguagem e conteúdo. Tem sido comemorado em todo o mundo, como forma distinta de se fazer cinema.

Viva o cinema brasileiro, de que tanto nos orgulhamos!

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