
A humanidade tem passado por várias tragédias em um curto espaço de tempo.
Nas últimas décadas, nos últimos anos, nos últimos meses, os eventos climáticos têm mostrado a nossa incapacidade de prevenção, de preparação e de resposta.
Apesar de falarmos de aquecimento global, nunca vivemos tanto uma congelante frieza do ser humano.
Todos os desastres ambientais que vivemos, e pelos quais muitos morreram, não estão contribuindo para a nossa mudança de atitude.
Lembro-me de Nostradamus, que alertava sobre o fim do mundo, e isso era uma preocupação constante.
Seitas, religiões alertavam, profetas pediam a todos que se arrependessem e mudassem de vida, mas hoje…
Hoje, com os cientistas e ambientalistas mostrando as evidências, continuamos inertes.
Parece que, para alguns, as tragédias se tornaram bons negócios, ou seja:
“Deixa destruir, que depois vamos reconstruir”.
É necessário nos prepararmos para o Super El Niño e, mais que isso, a nossa consciência precisa funcionar, entender as causas das nossas dores.
Nunca devemos esquecer que a pior tragédia não é a que aconteceu, mas a que está por vir.
Aldeir Ferraz é Político e Escritor



