COLUNA RONALDO HERDY

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O Brasil foi incluído no decreto do presidente Donald Trump, no rol de países que poderão ampliar em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina para os Estados Unidos. Paraguai, Irlanda, Japão e Holanda vão ser os nossos concorrentes, segundo apurou o CAPABRASIL junto à qualificadas fontes do governo brasileiro.

A medida vale exclusivamente para lean beef trimmings, aparas magras utilizadas principalmente na fabricação de carne moída no mercado americano. A quota temporária adicional (tecnicamente denominada “Outros países ou áreas”) entrará em vigor em 1º de setembro e terá duração de 90 dias, estruturada em três parcelas mensais de 100.000 toneladas cada. A primeira parcela vigorará de 1º a 30 de setembro, a segunda de 1º a 30 de outubro, e a terceira terá início em 31 de outubro e se estenderá até o esgotamento do estoque ou até 30 de novembro.

A exclusão dos nossos vizinhos, Argentina e Uruguai, decorre destes países já possuírem cotas específicas, isentas de tarifas, previamente acordadas com os Estados Unidos. O mesmo para Austrália e Nova Zelândia. Atualmente, o rebanho bovino dos EUA está em seu nível mais baixo em 75 anos. O Departamento de Agricultura dos EUA projeta uma redução de 4% na produção nacional de carne bovina até dezembro, em comparação a 2025. Além disso, o volume interno caiu por causa das secas e incêndios florestais nas áreas produtoras e por restrições rigorosas à importação de gado do México, aplicadas para conter a disseminação da mosca-da-berne.

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