X, Facebook, Instagram, Linkedin, YouTube e Tik Tok vão ganhar uma plateia ilustre – e nada discreta: o Banco Central.
A instituição prepara a contratação de serviços de Inteligência de Fontes Abertas, o tal OSINT do palavrório técnico, e de Social Listening, com foco em contra-inteligência. A conta não é pequena: cerca de R$ 11 milhões por ano.
A justificativa oficial passa pelo monitoramento do ambiente digital. Mas há um ingrediente que chama a atenção. Recentemente, a Polícia Federal identificou mais de 40 perfis atuando de forma coordenada nas redes sociais, espalhando narrativas bem críticas ao BC.
E, no meio do bombardeio, apareceram também manifestações favoráveis a instituições como o Banco Master. Coincidência? Em Brasília ninguém se atreve a ligar os pontos com o escândalo financeiro que tem Daniel Vorcaro como protagonista.
Por enquanto, o BC diz ao que veio: quer saber quem fala, o que fala, como fala e, principalmente, se tem alguém falando em conjunto.
Os novos serviços estão previstos no Plano de Contratações do Banco Central para este ano. A conta, essa, já tem endereço certo: o contribuinte.



