COLUNA RONALDO HERDY

Diferença forte de preço alimenta tráfico de medicamento

Na fronteira, a lei emagrece – e o contrabando engorda. Autoridades brasileiras pediram ao Paraguai mais rigor na fiscalização de um novo filão: a tirzepatida (princípio ativo do medicamento Mounjaro).

Por lá, cinco fabricantes colocam o produto legalmente no mercado – aqui, um. Com preço cerca de 40% mais baixo que no Brasil, virou chamariz imediato para atravessadores. E o que era remédio para diabetes tipo 2 ganhou fama de atalho para perda de peso – receita perfeita para a demanda explodir.

Resultado: a fronteira virou balcão informal de mais um produto. Sem controle, sem garantia de procedência e com risco real para quem compra achando que está fazendo um bom negócio.

O pedido brasileiro é simples no discurso e difícil na prática: apertar a fiscalização. Porque, quando a diferença de preço é grande, a tentação costuma ser maior do que a cautela.

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