Barômetro da Politica Brasileira

* Pesquisas presenciais em setores censitários do IBGE

As Eleições Presidenciais de 2026 caminham para duas possíveis alternativas.

A primeira alternativa, caracterizada pelo surgimento de uma 3ª via. Hoje, Lula e Flavio Bolsonaro apresentam rejeições de cerca de 55% no total do eleitorado, impeditivas para a eleição em 2º turno. Do total do eleitorado, tradicionalmente 20% vão para abstenção, brancos e nulos. Dos 80% votantes, se dividirmos por 2, candidatos acima de 40% de rejeição não se elegem em 2º turno. Nas eleições de 2022, as pesquisas Sensus já mostravam que cerca de 46% do total do eleitorado gostariam de uma eleição sem Lula nem Jair Bolsonaro. Mas a polarização garantiu o voto em cada candidato devido ao receio do outro ser eleito. Com Jair Bolsonaro fora das eleições, Flavio Bolsonaro apresenta menor representatividade. Ratinho, Caiado e Zema, durante o período eleitoral, ou outro possível candidato, imprevisível neste momento de se prever, podem surpreender ao final das eleições.

A segunda alternativa, indica a possibilidade de ficarmos ainda presos no dilema da polarização. Flavio Bolsonaro se aproxima de Lula nas pesquisas, e o mercado financeiro move-se neste momento no sentido de Flavio Bolsonaro, em apoio condicional a possível compromisso em torno de metas fiscais, uma vez que o governo com Lula promete o que tem sido chamado de “crise fiscal contratada” para 2027. Pode ser que as duas campanhas, de forma mais agressiva, tenham como resultado a manutenção da polarização excessiva, retornando o eleitor ao dilema do voto em um para se evitar o outro.

De qualquer forma, cresce a percepção no eleitorado de que a polarização política, como se tem dado, tem prejudicado a economia e o país.

A ver.